Como usar esta calculadora
- Digite o Valor do imóvel e a Entrada como porcentagem do valor.
- Informe os Custos de fechamento em porcentagem do preço: ITBI, escritura, registro e avaliação.
- Preencha quanto você tem Já guardado, o valor Você pode guardar por mês e os Juros da poupança (taxa anual).
- Leia o Dinheiro necessário, o Valor financiado, quanto Ainda falta guardar e o Prazo para atingir.
O que entra no dinheiro necessário
Além da entrada, quem compra um imóvel financiado precisa pagar custos que o banco não cobre: o ITBI (imposto municipal sobre a transmissão), a escritura em cartório, o registro da matrícula e, muitas vezes, a avaliação do imóvel. Por isso o dinheiro necessário é maior que a entrada.
Dinheiro necessário = Preço × (Entrada % + Custos %) | Valor financiado = Preço − Entrada- Preço = valor do imóvel
- Entrada % = parte do preço paga com recursos próprios
- Custos % = ITBI, escritura, registro e avaliação, em porcentagem do preço
- Valor financiado = o que o banco empresta, ou seja, preço menos a entrada
O simulador soma a entrada e os custos, como porcentagem do preço, e subtrai o que você já guardou. Para o prazo, ele considera que o dinheiro rende juros todo mês e que você faz um aporte fixo.
Exemplo: imóvel de R$ 500.000 com 20% de entrada
Com custos de 4%, a entrada é de R$ 100.000 e os custos somam R$ 20.000: você precisa de R$ 120.000. Se já tem R$ 40.000, faltam R$ 80.000. Guardando R$ 3.000 por mês com rendimento de 9% ao ano, você chega lá em cerca de 23 meses. O valor financiado seria de R$ 400.000.
Se conseguir guardar R$ 5.000 por mês, o prazo cai para 15 meses. Os 4% de custos são apenas um exemplo: ITBI e cartório variam muito por cidade e pelo valor do imóvel, então confira com a prefeitura e o cartório.
Entrada menor ou maior?
Com 10% de entrada, a mesma compra exige R$ 70.000 e o prazo cai para 9 meses, mas o valor financiado sobe para R$ 450.000, com parcela e juros totais maiores. Muitos bancos exigem uma entrada mínima e limitam a parte financiada, então vale conferir a regra da instituição.
Para saber como a entrada muda a parcela, use o simulador de financiamento imobiliário. Para descobrir o preço máximo que cabe na sua renda, veja a calculadora quanto posso financiar.
Como juntar a entrada mais rápido
- Aumente o aporte mensal: cada real a mais encurta o prazo mais do que o rendimento.
- Deixe o dinheiro em aplicações seguras e líquidas, como Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária, para não correr risco no caminho.
- Avalie usar o FGTS, quando permitido pelas regras do financiamento, para completar a entrada. Confira as condições no banco.
- Negocie o preço do imóvel e o desconto para pagamento à vista da entrada.
- Não use sua reserva de emergência para a entrada; monte-a antes com a calculadora de reserva de emergência.
Premissas e limites
O cálculo assume rendimento constante e aportes iguais todo mês, sem imposto sobre os rendimentos nem inflação do preço do imóvel. Se o imóvel valorizar enquanto você junta o dinheiro, a entrada necessária sobe.
Também não considera mudança, reforma, mobília ou taxas de condomínio. Reserve uma folga para esses gastos e peça ao banco a simulação com o CET.
Perguntas frequentes
Quanto preciso de entrada para financiar um imóvel?
Depende do banco e da modalidade. Use a entrada que o banco exige, mais os custos de ITBI, escritura e registro, e confirme as regras vigentes na instituição.
O ITBI entra na entrada?
Não. Ele é um custo separado, pago à prefeitura, e geralmente precisa ser desembolsado com recursos próprios.
Dá para financiar 100% do imóvel?
Em geral os bancos financiam apenas uma parte do valor. Confirme o limite de financiamento e a entrada mínima na proposta do banco.
Posso usar o FGTS na entrada?
Em muitos casos sim, se o imóvel e o comprador atendem às regras do programa. Consulte as condições vigentes no banco ou na Caixa.
Vale a pena esperar para dar uma entrada maior?
Uma entrada maior reduz o valor financiado e os juros, mas esperar pode custar aluguel e a valorização do imóvel. Compare cenários com o simulador.